Alunas e alunos do Curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera visitam o Centro de Reabilitação Louis Braille

Hoje pela manhã houve a visita das alunas e alunos do décimo semestre do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera Pelotas ao Centro de Reabilitação Visual da Louis Braille. Essa visita é acompanhada pela professora responsável e fisioterapeuta, Ana Cereser e conversamos com ela pra saber mais sobre isso. ” Eu sou fisioterapeuta, e já trabalhei aqui no Braille por três anos e oito meses com a estimulação precoce e agora voltei como professora de estágio dos alunos da Anhanguera. Esse estágio está ocorrendo desde a metade do ano, o pessoal já estava aqui no semestre anterior, mas eu como preciptora estou no braille desde esse semestre”,finaliza.

De acordo com Ana, este é o terceiro grupo que vem pra cá e eles fazem as avaliações com os pais e os pacientes e depois seguem os atendimentos. São seis alunos , eles atendem em dupla, geralmente eles tem de cinco a quatro pacientes por dupla. Então , como não era oferecido esse serviço de fisioterapia é um meio de complementar dando esse suporte para crianças que tem comprometimentos motores além da deficiência visual e que agora estão recebendo esse atendimento.

Um dos estudantes, Gabriel Pereira, fala da sua experiência com esse projeto e seu conhecimento sobre a questão da deficiência visual e a inclusão de modo geral . ” Eu já tive um pouco de experiência na APAE, onde fiz estágio durante um ano , conhecia alguns pacientes que estão aqui também e alguns alunos, temos assim uma percepção muito grande do que é mesmo a nossa vida com as dificuldades e mesmo assim, se vê a felicidade deles o quanto gostam de estar aqui e quando é agradável pra nós ajudarmos eles de alguma forma que eles possam as atividades de vida diária, contribuir para vida deles, acho muito gratificante, muito legal mesmo”.

Em relação as dificuldades que o deficiente visual tem, Gabriel nos fala um pouco sobre isso e os principais desafios. ” Durante até a nossa graduação a gente não tem muita noção das dificuldades que o deficiente tem. Então nos colocamos no lugar dele, conseguimos ver o quanto é importante a fisioterapia porque ela te dá uma dimensão de como tens que agir no meio que se vive. Como tens que fazer as coisas do modo certo. para pode caminhar melhor, fazer as necessidades sempre com algum auxílio de alguém ou procurando sempre visar o jeito certo de fazer. Por exemplo, quando tempos alguma dificuldade motora no paciente, tentamos melhorar isso até para que ele estiver na rua andando não sofrer risco de queda ,essas coisas. Então,acho muito importante essa visão geral do processo”, finaliza Gabriel.

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