Entrevista dos alunos vencedores da Escola Louis Braille ao programa Ponto de Vista na RADIOCOM

Hoje às 14h durante o programa Ponto de Vista da Escola Louis Braille na RADIOCOM 104, 5 FM foram entrevistados os alunos Dóris Andrade, Fabrício Christ e Andriel Kruguer e ainda o professor e preparador físico Huibner Machado. Eles falaram sobre essa vitória dos atletas da Louis Braille representando a instituição nas paralimpíadas escolares 2019 em São Paulo.

Depois de quatro anos, Pelotas volta a ter uma campeã brasileira no Paratletismo. Dóris de Andrade, 12 anos, conquistou medalha de ouro na prova de 800 metros rasos, categoria sub-14, nas Paralimpíadas Escolares de 2019, em São Paulo. A menina também ganhou medalhas de prata, na prova de 60 metros, e de bronze, na de 150 metros. Andriel Krüger, 12 anos, e Fabrício Christ, 16, também representaram o Estado e a Escola Louis Braille na competição nacional, que é uma das maiores do mundo voltadas a crianças com deficiência em idade escolar.  

No programa conversamos com os alunos e o professor Huibner. Exemplo de dedicação e muita alegria, a aluna da Associação Escola Louis Braille, Doris Santana de Andrade, de 12 anos, deficiente visual diagnosticada com retinopatia da prematuridade, veio de Pelotas acompanhada do técnico, Huibner Machado da Silva. Viajando pela primeira vez sem os pais, a conquista das medalhas de ouro, de prata e de bronze no atletismo foi motivo de euforia e surpresa, pois ela iniciou os treinos em março deste ano e a evolução chegou mais rápido que o esperado. Apesar de comemorar muito a atleta deixou claro que o prêmio mais valioso é a oportunidade de participação: “ Eu estou muito feliz, gostando muito de estar aqui ganhar as medalhas é muito legal, mas o mais importante é essa alegria, diversão e a oportunidade de fazer novas amizades ”, afirmou a atleta. Já o Fabrício Christ e Andriel Kruguer disseram que gostaram da experiência. Achei bem bom, e que toda família deu apoio e a convivência lá foi muito e teve todo cuidado da equipe.”,afirmaram os atletas.

O professor Huibner comenta um pouco sobre a experiência da equipe. ” Essa experiência foi ótima, porque tivemos 3 atletas da escola que participaram pela primeira vez. Para chegar até lá participamos das Paracergs que foi no final de agosto. Ele é um campeonato paradesportivo escolar do RS. Onde também nossos atletas representaram muito bem a Associação Escola Louis Braille e todos eles premiados conseguiram índice técnico. Não é apenas ganhar a medalha e ser campeão estadual tem que ter também índice técnico. Os nossos três conquistaram esse índice e foram convidados a participar da seleção gaúcha. Bom, dentro do atletismo nós tínhamos ao todo 27 atletas . da delegação do RS. No total no esporte paralímpico aqui no estado levou 61 atletas para as paralimpíadas escolares de SP. Dos nos 3 aqui até uma questão que o próprio Andriel falou que não passou no teste de aquidade visual.”

Huibner comenta as divisões da deficiência visual para que seja possível a participação são elas física, intelectual e visual, Paralisia Cerebral e também os de baixa estatura. Ainda segundo ele tem as chamadas subclasses o 11 que a Dóris e o Fabrício não tem visão alguma nem clarão nem vulto, e baixa visão que enxerga até no máximo 10 % o que seria a classe 12 e o 13 que a visão chega a 13 %. Antes da competição foram mandados todos os laudos. Existe de uma banca de avaliadores do Comitê Paralímpico Brasileiro. Ela num primeiro momento teve dúvida se o Andriel se encaixaria nos requisitos para ser um atleta paralímpico. Mas como ele já foi classificado conquistando o índice técnico positivo ele tem todo o direito de viajar para as paralímpiadas escolares. Só que por apenas 3 % ele não pode competir nas paralímpiadas. Mesmo assim , ele foi fundamental ao participar no auxílio aos colegas Dóris e Fabrício. Andriel foi um o que se denomina de atleta-guia.

O presidente da Associação Escola Louis Braille seu Dilmar Cunha Rodrigues fez uma breve participação por telefone no programa e parabenizou aos alunos pelo reconhecimento, determinação e todo esforço que eles tiveram ao participarem da competição. Os alunos e o professores Huibner Machado estiveram acompanhados da também integrante da presidência da associação, dona Maria Helena Rodrigues.

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