Dona Geneci Lindemann mãe do aluno Jefferson com deficiência visual conta sua história

Várias mães de alunos e alunas cegos ou com baixa visão frequentam e aguardam os atendimentos deles na escola. Uma delas a dona Geneci Lindemann mãe do aluno Jefferson Lindemann nos conta sua história de superação e garra ao acompanhar o filho que há três anos recebe atendimento na Louis Braille.

“Meu filho ficou cego aos 18 anos e aí entrou em depressão. também porque se tornou cadeirante na mesma época. Ao descobrir o Braille trouxe ele aqui. Só que no início ele não queria saber de nada, mas quando viu a percussão foi quando se desenvolveu. Quis se recuperar, a viver de novo”.

Dona Geneci ressalta ainda a importância dos outros serviços oferecidos pela escola. ” Um deles é a Informática,ele ia às aulas , mas não conseguia aprender. Agora com o novo professor conseguiu desenvolver a cultura da informática. Então , para ele é importante isso, mesmo sendo cego. Aos poucos retornar a vida que tinha, sem medo. Também voltou a caminhar através da força que eles dão aqui para ele”.

Ela dá um recado importante sobre a escola, a inclusão e a expectativa em relação ao filho nos atendimentos e no trabalho da instituição este ano. ” Tenho muita expectativa de melhorias. Sempre falo muito bem do braille. Precisa de muita ajuda, atendimentos para as pessoas, quem puder ajudar com um pouquinho que fosse ou com alguma coisa , porque o trabalho aqui é essencial não só pra o meu filho , mas todos que estão aqui tanto que perde visão total ou tem baixa visão. Sem a Louis Braille não sei o que seria do pessoal. Fico grata de vê-los andarem na rua sozinhos, se desenvolvendo. Isso importantíssimo para quem perde a visão”,

Em breve faremos outras reportagens com histórias de mães e pais de alunos e alunas da escola onde demonstram garra , determinação e entusiasmo ao acompanhar os filhos nos atendimentos e trabalho que a Louis Braille realiza.