Discriminação de motoristas de aplicativos contra deficientes vira rotina

Não é de hoje que vemos notícias de negação de serviços de aplicativos de transporte para pessoas com deficiência. Na última semana, a vítima foi Darley Oliveira, que é cego. Atleta do futebol de 5, é formado em administração e trabalha em uma multinacional. O motorista chegou ao local para pegar Darley e recusou a corrida porque ele estava com sua cão-guia, a Clark. O caso ocorreu na Mooca, na zona leste de São Paulo. O caso do Darley não é o único e se multiplica pelo Brasil. No ano passado, por exemplo, a atleta Susana Cristina da Silva, de 34 anos, que representou o Brasil no Parapan-Americano de handebol em cadeira de rodas, passou por uma situação similar em Balneário de Camboriú, em Santa Catarina.

No caso dela, o motorista do aplicativo se negou a levá-la para o treino com a justificativa de que a cadeira de rodas poderia “riscar o carro”. RELACIONADAS Pandemia torna patrocínio ao esporte ainda mais escasso Aprovação do PL 2824 finaliza com chave de ouro o Dia do Atleta Paralímpico 21 de Setembro: Todo dia é dia de luta das ´pessoas com deficiência Algumas corridas minhas já foram canceladas quando eu digo que sou cadeirante. Eu poderia não avisar, no entanto, têm alguns carros em que minha cadeira não cabe. Além disso, alertar o motorista facilita a identificação. No entanto, é avisar e ser recusado. Eu não quero falar em nome de empresas.

Fonte: UOL-Esporte