Deficiente visual que ia às aulas com a mãe passa em 1° em direito na UFPI

A aprovação de Maria Gabriella Silva Santos, 18, em primeiro lugar para o curso de direito na UFPI (Universidade Federal do Piauí), não foi um resultado simples de ser alcançado pela jovem, que tem deficiência visual e mora no interior do Piauí. Assistindo às aulas ao lado da mãe, ela precisou lutar para conseguir uma sala especial para alunos com seu tipo de deficiência.

Maria Gabriella Silva Santos, de 18 anos, foi aprovada em primeiro lugar em uma universidade federal - Arquivo Pessoal

Gabriella e sua família batalharam para que ela chegasse ao resultado. “Digo que as coisas para ela nunca foram fáceis”, conta a mãe dela, Joana D’Arc Silva Santos, 38. “Sempre dependemos de escola pública. Costumo dizer que a maior dificuldade dela não foi a deficiência visual, mas a deficiência das instituições de ensino, que deveriam ser inclusivas”, completa. Ela lembra que, para que a inclusão ocorresse de verdade, ela precisou acionar o Ministério Público. “Só assim conseguimos a implantação da sala de recursos na primeira escola que fez ensino fundamental —e que fica a poucos metros aqui de casa. Ela concluiu o ensino médio em uma escola [Antônio Gentil Dantas Sobrinho que é um pouco mais distante”, conta.

Gabriella e família - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal